#7a1day: Um ano perdido? Ou treze anos perdidos?

Hoje está sendo “comemorado” o “#7a1day” o “aniversário” de um ano da maior vergonha do futebol mundial. O fatídico “7 a 1” não deve ser minimizado e realmente o “Gol da Alemanha” deve ser lembrado todo o dia, já que um ano depois, a única certeza que temos é que não foram 365 dias perdidos e sim treze anos.

Desde a vitória na Copa do Mundo em 2002, a Seleção Brasileira foi “uma bagunça” em 2006, “ranzinza e sem talento” em 2010 e um “uma bagunça” em 2014. E advinha, voltou a ser “ranzinza e sem talento” em 2015. Parece que quando o assunto é seleção, é tudo mais do mesmo e um círculo vicioso.

Como pode a CBF e os atletas falharem tanto em 2006, com uma das gerações de maior valor da história do país, que tinha: Ronaldo, Adriano, Kaká, Robinho entre outros. Em 2010 colocarem o Dunga para comandar sem experiência e com o papo de que sequência de vitórias e ganhar Copas América e das Confederações é que é interessante. Além do velho discurso de perseguição dos “Campeões de 94” contra os “Derrotados de 82”. Em 2014, após Mano Menezes iniciar uma “renovação”, acabamos com Felipão e volta da família Scolari. E em 2015, voltamos com Dunga e o mesmo papo de vence, vencer e vencer. Jogar futebol que nada, o importante são os três pontos.

Aparentemente pela lógica da CBF, Parreira volta a treinar a seleção após a Copa de 2018. Prova de que a “panelinha CBFiana” segue com os mesmos nomes foi esta reunião que pretende ajudar a seleção e futebol nacional, discutindo e ouvindo. Quem sou eu para conversar e tratar de futebol com Zagallo e Parreira. Realmente no quesito história e serviços prestados, os dois marcaram e foram fundamentais, mas o tempo deles, ao meu ver passou. Ouvi-los, ok. Agora, eles continuarem sendo algumas das vozes e mentes que regem a seleção, melhor não. Não quero ter que ouvir mais “cartas da dona Lúcia”. O futebol brasileiro precisa de muita coisa, e um fórum com treinadores que já prestaram serviços e hoje vivem do que já conquistaram, ao meu ver é pouco. Escutar jornalistas, é pouco. Viajar para Alemanha para tentar aprender, é pouco. Investir em campos pelo Brasil, é pouco. Revelar “Neymares” em escala industrial, é pouco.

O caminho está em primeiramente entender que podemos ser o país onde o futebol virou religião, mas não somos mais os “fiéis” mais devotos deste esporte. Reconhecer que as outras nações evoluíram é fundamental, mas se acomodar com a derrota não parece ser o caminho. O futebol mudou, a seleção parou no início do século 21. Não se torce por uma vitória da seleção, se torce para que ela jogue bem e dê espetáculo.

Quando meu time joga, comemoro gol impedido, de mão, de canela e contra. Meio a zero é resultado. Quando o assunto é seleção, o divertimento e o prazer de observar um bom futebol ao meu ver é o mais importante. Ver que o Brasil parou no tempo é triste. Ver chamarem uma geração com Lucas, Oscar, Philippe coutinho e Willam de “Neymar e mais dez” mais ainda. O futebol brasileiro ainda não acabou. Ainda dá tempo de sair um “Gol do Brasil”. Quem sabe ainda em 2015 um “7 a 2” e antes de 2018, o placar com a Alemanha e outras fortes seleções esteja empatado novamente, como já foi. Por mais “Gol do Brasil” e menos “Gol da Alemanha”.