A volta dos que não foram

Olha…. Como rubro-negro que sou, foi triste ver o Flamengo de 2015 jogando nesta quarta-feira (16), no Batistão, em Aracaju. E digo o “de 2015”, pois os mesmos erros se repetiram. Os erros daquele time que fez muito torcedor querer quebrar sua TV e não ir ao estádio. Aquele mesmo, comandado por Luxemburgo, Cristóvão, Oswaldo e Jayme. Aquele mesmo time sem meio de campo, com “excesso de confiança” (com o perdão do trocadilho) e que imaginava que resolveria o jogo a qualquer momento. Aquele time que abusa no número de chances perdidas e só queria saber de correr.

Isso é uma realidade no Flamengo de 2016, o Flamengo de Muricy? (Que vem tentando, e conseguindo, ter a posse de bola e propor o jogo) não, realmente não é. Essa foi mais uma vergonha para lista do clube, sim, foi. Mas já dizia o ditado: “jogo é jogado e lambari é pescado”. E um dos bordões do comandante “a bola pune” se fez valer.

A derrota para o Confiança-SE só mostrou que o elenco não “é tudo isso” que muitos batem no peito para falar (longe de ser ruim, mas tem limitações claras), e que alguns jogadores precisam ser testados em determinadas funções. Claro, ressaltemos que o argentino Mancuello não estava em campo, e ele fez e faz muita falta. Ederson não é um armador clássico. Se movimenta bem, dá opção, mas deixa muito espaço no meio, que acaba sem toque de bola.

Corroborando com o que penso, Muricy destacou o que todos viram. O time não jogou nada no segundo tempo.

– No segundo tempo não jogamos nada. A gente não pode reclamar não. Ficamos sem saída de bola. Tem que dar os parabéns ao Confiança – disse o comandante.

Ele também não quis “descarregar” toda a culpa no seu meio de campo.

– Não foi só o meio de campo, foi o time todo. Não é parte do time que não foi bem, é um todo – falou.

Esperemos o Fla-Flu para mais uma avaliação. Calma, Nação. Foi uma vergonha, mas o trabalho está sendo feito. Nem tudo são flores, e nem tudo são espinhos. O Flamengo está sendo montado, e ainda temos o jogo de volta.

SRN.