Menos um problema: o centroavante

Foto: Rafael Ribeiro/ CBF
Jonas está em alta na Europa, e marcou ontem pela seleção (Foto: Rafael Ribeiro/ CBF)

A seleção brasileira tem tantos problemas que um só post não poderia enumerá-los. Táticos, técnicos, de comando e planejamento. Sim, sabemos bem que eles existem, principalmente depois de um jogo contra o Panamá, o único amistoso antes da Copa América Centenário.

Pois bem, mas a partida que não tinha (e também não era de se esperar) muito o que mostrar acabou revelando que temos “menos um problema”. E digo isto tentando ter um olhar otimista da situação atual do futebol nacional.

O centroavante, o homem gol, o artilheiro. Esta figura emblemática parece ser um problema que (não estávamos acostumados a ter) será resolvido. Jonas e Gabriel, o Gabigol, marcaram contra a fraca seleção panamenha, e mostraram que há vida sem os “veteranos” camisas 9.

Apesar de Jonas ter 32 anos, o jogador do Benfica possui uma mobilidade não encontrada em Fred, Ricardo Oliveira e até mesmo Grafite, que vem encantando nas primeiras rodadas do Brasileirão (e fez com que muitos, com memória curta, pedissem sua volta à seleção – sendo que em 2010 sua ida à África do Sul foi muito contestada).

Jonas, em dois anos em Portugal, tem nada mais, nada menos, que 63 gols em 76 jogos, e na última temporada foi um dos maiores artilheiros da Europa.

O jogador que se destacou no Grêmio, fez 32 gols, oito a menos que Suarez, o grande “matador” da temporada, e fez apenas três gols a menos que Cristiano Ronaldo.

Foto: Rafael Ribeiro/ CBF
Gabigol entrou para uma seleta galeria de artilheiros “estreantes” – Foto: Rafael Ribeiro/ CBF

Já Gabigol ou Gabriel Barbosa, de 19 anos, já representa a nova geração dos que “vivem de gols” e marcando em sua estreia com a camisa da seleção principal, o jovem entrou para um seleto grupo, que tem nomes como Neymar e Pelé. E assim como seus “companheiros de Santos”, Gabigol tem uma média ótima de gols com a camisa do Peixe.

Bem, não sei vocês, mas pelo menos há uma luz no fim do túnel. Menos um “problema” a vista. Agora, é esperar para ver se será com Dunga que outras questões serão solucionadas.

Fotos: Rafael Ribeiro/ CBF