Não tá tranquilo, nem favorável, Levir Culpi

Que Levir Culpi é um grande treinador, não se discute. O treinador foi vice-campeão brasileiro pelo Atlético-MG em 2015, desfrutando de uma belíssima campanha, ofuscada apenas por um detalhe: O Corinthians de Tite, que fez um campeonato praticamente perfeito.

Agora o treinador chegou ao Fluminense, que na janela de fim de ano fez boas contratações, manteve peças importantes, mas que não deu certo nas mãos de Eduardo Baptista. Levir,em seu primeiro jogo com o time titular, teve um empate em 1 x 1 com o Botafogo, com gol do Gum aos 48 do segundo tempo.

No time considerado titular no Fluminense existem alguns questionamentos a serem feitos, principalmente nas laterais, que claramente são os pontos fracos. Na direita Wellington Silva, jogador limitado defensiva e ofensivamente, principalmente pela sua falta de recursos. Por que Jonathan não foi testado com Eduardo? Ele jogou no time reserva contra o Criciúma e mostrou muito mais habilidade, calma e criatividade.

Do lado esquerdo, Giovanni, que assim como Wellington, não marca bem e as únicas jogadas que sabe fazer é ir até a intermediária, cortar para o meio e tocar para trás ou jogar a bola na área (sim, jogar a bola na área, pois o que eles fazem não é cruzamento nem aqui, nem no país da moda no futebol: a China). O que houve com Léo Pelé, que terminou 2015 tão bem e, hoje, tem jogos que sequer fica no banco?

Na zaga temos bons nomes. Marlon dispensa comentários. Renato Chaves e Henrique são bons zagueiros, mas precisam mostrar para que vieram. Gum, tão questionado nos últimos tempos, salvou contra o Botafogo. E, vendo todos os outros nomes em campo, abrem os olhos para o problema maior: O problema não era somente o Gum, mas sim a bola que bate toda hora na defesa. Não há defesa que aguente.

No meio-campo, bons nomes. Cícero e Diego Souza dispensam comentários sobre sua habilidade, mas, como diria meu amigo: VAMOS QUERER! Tem que correr. Parecem estar jogando com sono, assim como Scarpa, disperso em algumas partidas. Edson, o pedreiro do time, não pode ficar de fora, a não ser pelos cartões que toma pelo seu jeito “sutil” de marcar.

Creio que Levir não mexeu no time contra o Botafogo por ter pouco tempo para trabalhar. Tendo agora a semana livre de jogos, acredito que ele conseguirá mudar o time. Mas algo não está certo no time. Parece que falta uma motivação a mais, que nem a chegada do novo treinador trouxe para o primeiro jogo. Talvez o que faltava era algo como o gol do Gum aos 48 do segundo tempo, para lembrar que o Fluminense é o Time de Guerreiros. Mas independente disso, Levir Culpi vai ter trabalho. Muito trabalho. Vai demorar a ficar tranquilo e favorável.

Saudações tricolores!

Por:Marcelo Ribeiro